Apesar de todo o frio registrado na semana de Corpus Christi, junho foi marcado pela grande oscilação da temperatura, com períodos frios alternados com períodos quentes. De acordo com a Somar, apenas o Rio Grande do Sul fechará o mês com temperatura abaixo da média e, mesmo assim, com desvios tímidos, em torno de -1°C e -2°C. A maior parte do Brasil encerra junho com temperatura mínima muito acima da média, com desvios em torno de +4°C.
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Já a temperatura máxima seguiu a lógica da chuva. Onde choveu muito, a temperatura máxima não subiu. Por isso, junho termina com tardes mais frias que o normal em praticamente todo o Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso (desvios entre -1°C e -2°C). Em compensação, o Nordeste, Tocantins, Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais terminam junho com tardes bem mais quentes que o normal (desvios de +4°C).Semana de frio
Segundo meteorologistas da Somar, a onda de frio mais intensa desse ano foi registrada na semana do feriado de Corpus Christi e as temperaturas ficaram negativas por vários dias seguidos no Sul do país.
Em Santa Catarina, os termômetros chegaram a -9°C e no Rio Grande do Sul a -6°C. Esse frio intenso e prolongado atingiu em cheio a agricultura. A chamada geada negra (sem acúmulo de gelo) afetou as áreas de cítricos e até mesmo árvores comuns do Estado, como abacateiros.
– Por conta do congelamento e da expansão da seiva, os vasos que fazem o transporte dela das raízes até as folhas romperam, matando as árvores – explica o meteorologista Celso Oliveira.
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