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MÁQUINAS
07/02/2012 | 16h58

Seca faz AGCO cortar previsão de vendas para América do Sul

Segundo estimativas da companhia, comercialização ficará entre estável e queda de 5%

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Juliano Dalmolin/Getagri Cotrijuc
Foto: Juliano Dalmolin/Getagri Cotrijuc / Arquivo Pessoal
Expectativa da companhia é mais negativa do que há cerca de dois meses, em função da estiagem no Sul

A fabricante de máquinas e equipamentos agrícolas AGCO Corp. reduziu suas estimativas para as vendas na América do Sul, onde é líder na comercialização de tratores, por causa da estiagem que atinge o Sul do Brasil e a Argentina. A AGCO, cujas marcas incluem a Massey Ferguson, a Valtra e a Challenger, disse que as vendas no mercado sul-americano ficarão entre estáveis e queda de 5% na comparação com 2011. Trata-se de uma expectativa mais negativa que a de dezembro, quando a companhia esperava estabilidade nas vendas.

– Esperamos um mercado um pouco mais fraco por causa da estiagem – disse do diretor financeiro da AGCO, Andy Beck.

Em 2011, as vendas de tratores da AGCO na América do Sul caíram 3% ante 2010. A queda na Argentina e no Brasil foi compensada, em parte, pelo aumento em outros países da região. No Brasil, a companhia enfrenta forte competição com a Deere & Co. A fatia da empresa no mercado brasileiro de tratores caiu de 60% há alguns anos para 50% em 2011, segundo com estimativas da indústria. Na América do Norte, a AGCO prevê vendas de tratores entre estáveis e 5% maiores em 2012. Na Europa Ocidental devem ficar estáveis.

No mês passado, a AGCO revelou a compra de 60% da Santal Equipamentos, empresa brasileira que produz colheitadeiras de cana, segmento que deve crescer nos próximos anos. Executivos da AGCO disseram que a aquisição ajudará a empresa a combater a diminuição de sua fatia no mercado brasileiro.

As vendas totais da companhia devem superar US$ 10 bilhões em 2012, aumento de 14% ante 2011. No quarto trimestre de 2011, encerrado em 31 de dezembro, a empresa registrou lucro de US$ 285,2 milhões (US$ 2,90 por ação), ante US$ 85,2 milhões (US$ 0,87 por ação) no mesmo período do exercício anterior.

Excluindo um ganho relacionado a impostos e despesas com a aquisição da GSI Holdings, o lucro subiu para US$ 1,44 por ação, de US$ 0,88 por ação. A receita aumentou 16%, para US$ 2,52 bilhões, puxada pelo maior volume de vendas e pelo impacto de flutuações cambiais. A margem bruta cresceu para 20,8%, de 18,9%.

Agência Estado
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