
A quebra na safra do milho provocada pela estiagem no Rio Grande do Sul chega a 40% e já afeta outros setores. Na região noroeste, quase toda a safra foi colhida e os produtores acumulam perdas. Com a produtividade abaixo do esperado, deve faltar grão para ração animal e para a indústria. E a escassez do produto pode refletir para o consumidor final. O vice-presidente da indústria de farinha Cotrirosa, de Santa Rosa (RS), Aloísio Selch, diz que houve acréscimo de cerca de 10% no valor da saca de milho.
– A tendência é subir o preço da farinha, dos derivados. Enfim, tudo que tem relação com o milho – avalia.
O suinocultor Silvio Ohse relata que se antecipou, na tentativa de evitar prejuízos.
– Comprei milho até o mês de agosto, quando a gente espera que venha milho de Mato Grosso. Podemos ter um sério problema de abastecimento, inviabilizando a produção de suínos, aves e o próprio leite – afirma.
Segundo a Emater, a produção esperada era de mais cinco de milhões de toneladas. Agora, a expectativa é colher cerca de três milhões.
– Está se buscando junto ao governo uma estratégia de oferecer milho da armazenagem estratégica, que tem no Estado ou fora, para que realmente não aconteça uma especulação e o agricultor pague mais caro – diz o gerente da regional de Santa Rosa, Amauri Coracini.
RBSTV
