
A passagem de uma frente fria sobre o Rio Grande do Sul no último fim de semana não gerou volumes acumulados de chuvas significativos para reverter o quadro de seca. Segundo prognóstico da Somar Meteorologia, as perdas nas lavouras de soja ultrapassam os 25%. Além disso, os 27% das lavouras que ainda estão na fase de desenvolvimento vegetativo apresentam porte abaixo da média, o que deve ocasionar reduções em seus potenciais produtivos.
No Paraná e em Santa Catarina, embora o solo continue apresentando bons índices de umidade, as lavouras continuam apresentando fortes reduções nas taxas de produtividade, com perdas que deverão oscilar entre 17% e 20%.
No Centro-Oeste, o tempo mais aberto da última semana possibilitou o avanço da colheita da soja, assim Mato Grosso já está com 20% das áreas colhidas, Goiás com 17% e Mato Grosso do Sul com 12%. Embora esses valores continuem abaixo da média dos últimos anos, os índices de produtividade são considerados bons, com valores médios acima dos 55 sacos/ha. Somente o Mato Grosso do Sul, devido à forte estiagem, apresenta valores de produtividade menores (25 sacos/ha).
Em São Paulo e Minas Gerais, parte das lavouras entraram na reta final de desenvolvimento e deverão ser colhidas já em meados de fevereiro. Como os níveis de umidade do solo vêm se apresentando bons, a perspectiva é que a safra seja positiva.
O mesmo quadro ocorre nos estados nordestinos do Maranhão e Piauí, onde a soja se desenvolve normalmente, sem comprometer o bom desempenho das lavouras. Somente na Bahia, em algumas regiões, a falta de chuvas reflete em reduções nos potenciais produtivos.
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